CRÔNICAS

CRÔNICAS
Livro de crônicas, 2017 - clique na imagem

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

FIM DE ANO - MENSAGEM OTIMISTA





“Natal é mais verdadeiramente Natal quando nós celebramos dando à luz do amor aqueles que necessitam mais. ”
(Ruth Carter Stapleton)


Natal é tempo de paz e harmonia, de confraternização entre os homens de boa vontade, é tempo de amar ao próximo, por isso antes de tudo desejo a todos muitas felicidades nesta data tão importante e infinitas alegrias para o ano vindouro. E com este espírito transbordando meu coração, escrevo já emocionado, a singela crônica que se segue...

Sim. (Uma pausa, estou emocionado)

Está tudo bem agora, obrigado e desculpe... bem...

Com o frescor da chuva, seu cheiro de ozônio, no auge do verão, aroma de natal, alegremente juntamo-nos, pai, mãe e filhos ou outras configurações familiares, irmãos, namorados, amigos e saímos para firmar o nobre e prazeroso ato de comprar presentes para quem amamos ou temos com alegria no coração. É lindo isso.

Fazem 37 graus amenos (ou a mais?) na cidade. Parte do calor humano. Começamos pelo shopping, as escadas rolantes são tentadoras para nos iludirmos que nossas veias das pernas não vão sussurrar nas compras natalinas, coisa irrelevante frente ao intento, coisas da idade..., mas na última hora, hora da maioria da população, tão trabalhadora e assoberbada, tem fila para descer e subir. É a vida, mas é natal gente...!

Óbvio que esta crônica serve mais aos remediados em se tratando de saldos bancários, que em geral vão se dar conta do pato só em janeiro, dizendo o de sempre, o enfadonho e costumeiro: “Como posso estar no vermelho?!” Mas estas são constatações socioculturais que em nada tiram o brilho da confraternização do espírito de natal. Claro que nem tudo são rabanadas...He, he...

No decorrer das compras, principalmente nos camelôs e nas lojas de um e noventa e nove, bem...

O mau humor nos faz largar nossos belos valores e dizemos: “A porra do dinheiro não traz, manda buscar mesmo a felicidade! ” Do suntuoso shopping até as calçadas ordinárias, só nos deparamos com vendedores trincados. Bem, eles são como nós, então compreendemos. Afinal, em janeiro, enquanto fazemos as contas com aquela puta dor de corno, eles não vendem nada e têm que aturar as trocas. Aquela perua bonita e gostosa que vem reclamar do cós da calça jeans presenteada, que ninguém nota. Vagabunda.... Mas deixa pra lá, o importante é que é natal, tempo de tolerância. Não cabe meus pulsos de justiça social, foi mal...

Aí a gente tem aquela lista do amigo oculto, um barato esta brincadeira, a adrenalina, né? Tipo ficar entre a cruz e a caldeira! Tiramos aquele que tem tudo ou aquele que não tem nada. Para cada caso, no mínimo, umas dez lojas! E no fim é inevitável sairmos hesitantes e “debatendo”, eu, a mulher e um dos filhos que ainda acredita no sistema... “Ah! Ela já tem isso... É da Folic! Porra, roupa não, dá um DVD de Heavy Metal pra ele! ” Tudo bem, faz parte...

Entra a pausa para comer alguma coisa, um bate e entope na esquina da avenida ou um lanche, um brioche mirrado caro pra caralho no quiosque do Plaza! Corrida contra o tempo! É um black Friday light do consumismo brasileiro, ou melhor, Black Christimas, tipo isso." Pessoas mal-educadas de todas as camadas sociais nos empurram, pisam em nossos pés. Isso não é muito legal, né? Mas é natal e no mundo todo, na Dinamarca!

Essa empreitada natalina leva umas seis horas. O segundo tempo é no final da tarde, onde o metro quadrado per capita desobedece às estatísticas da ONU. Falta de planejamento das cidades. Há disputa por um pedaço de chão na fila das Havaianas e dos caixas das Americanas.

O humor se transforma em cansaço e seu auge é quando ouvimos numa loja o CD natalino da Simone Oliveira. Adoooro!

Até maldizemos John Lennon! Os pés já estão comprimidos e molhados dentro dos sapatos e a mulher reclama a cada cinco minutos da bolha que a sandália lhe deu. As pernas quando não ficam dormentes, têm as veias que ardem denunciando que isso definitivamente não é mais para nós. Mas que fazer se adoramos? Depois pegamos um táxi e o trânsito denuncia que todos se transformam em seres desumanos. O motorista xinga um barbeiro e o espírito cristão do natal já vai pro cacete... Quanta intolerância! Ou melhor, chega de hipocrisia! Que programa de merda!

Ah! No dia seguinte, em casa, depois de cagar toda a cozinha de gordura, açúcar e canela com as malditas rabanadas, guardamos e embrulhamos tudo e a esta altura chamamos outro táxi às dezenove horas para irmos à casa do parente, que fez questão sediar e mora longe pra caralho...! São as denominadas despesas extras. F....-se! Mas de ônibus o evento de paz e harmonia pode se transformar em surto...vamos esbanjar um pouco mais, né? Afinal é só uma vez por ano, mas deveria ser como copa do mundo! Respiremos e calma... Amor!

Chegamos lá. É a parte boa, a família reunida! O melhor sempre passa rápido. Quando vimos já são 9 horas e as crianças insistem para abrir os presentes. Cutucam, choram e por vezes esperneiam. Tadinhos... dos adultos... Houve um ano em que cantei "Boas Festas" de nosso finado e saudoso compositor Assis Valente: “Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel. Lá lá, lá... é brinquedo que não tem...” E as crianças fugiram chorando, peguei pesado sabe? Este ritual, a distribuição dos presentes é uma mistura de prazer com constrangimento. Pulei a parte da montagem da árvore que os gatos demolem todos os dias. Que não venha nenhum beato nos recomendar deixá-la montada até o dia de reis, jogarei no lixo dia 26!

Ao abrir os embrulhos, tudo faz crer que o moleque já tinha aquele CD do Iron Maiden mesmo, mas a dissimulação nesta data é uma escola. Damos graças a Deus se não ouvirmos uma das mulheres em pleno verão, dizer encabulada algo do tipo: “Eu estava mesmo precisando disso! ” - Referindo-se não a uma corda para se enforcar, - quem dera! -, (brincadeira!) Mas a um samovar antigo, isso mesmo: SA-MO-VAR.... Aquele tio zeloso, mas chato, professor de história da arte, te dá estas coisas e ainda denuncia: "Achei a sua cara!" Coisa ruim de ouvir, ganhar, de usar...e de transportar para casa! Neste gênero tem as gamelas tamanho gigante ou maracanã toda desenhada, estampas coloridas, que a sua prima meio riponga telúrica te dá, mesmo sabendo que você mora num ap. de 58 metros quadrados... Aquele Cretina! Melhor um par de meias e aos diabos todos vocês!

Sobre o samovar, seu tio ainda descreverá toda sua origem histórica, barroco, rococó... e completará:

" - Mas dá para esquentar água, pode usar "! Olha isso!



Ainda custa caro esta porra! E ela deu pistas, até bandeira, que precisava de blusas modinha ou vestidos de verão! Melhor ter um tio viado do que ter um tio pseudointelectual de cavanhaque!

Putz! Amigo oculto do trabalho? Agora digo que minha religião não permite! No cú, vai que o cretino do Aderbal me tira novamente! Passa o ano me entregando na empresa e na hora "H" vem com aquela hipocrisia..."meu amigo oculto é uma pessoa muito focada..."Que merda quer dizer isso?! E me deu um Rádio despertador digital! Malicioso Filho da puta! Ainda tem como o hobbie, tocar oboé!

Bem, graças a deus vem a ceia e a promessa de paz do senhor, ufa! Em meia hora, os pratos que levamos o dia inteiro para fazer, são devorados. Tia belinha, irmã por afinidade de papai, resolveu aparecer com o Bola Sete, neto e "primo” gordo nojento.... Ela traz um galeto assado no  “junta prato” e trezentos gramas de castanha numa Santa Ceia! Velha mesquinha! Pior, lúcida aos 93 anos! Melhor idade...grgr...

Mas sobra muita comida, coisa boa, hem?! Hum, hum? É a glória do dia 25, preguiçoso e tedioso. Se formos os anfitriões, nem tanto, vamos dormir com a pia cheia de louça, a sala com papel e plástico por todos os lados e o piso cheio de migalhas de bolo pisoteados. Dia 25 ganhará um tom a mais de cinza, antes de assistirmos pela milésima vez “o expresso polar”, na sessão da tarde especial de natal e nos entupirmos das sobras, muitas gazes, buscopan e luftcétera e tal.

Depois do show do Rei (o imortal! Aff!) o que toma conta, junto a não menos irritante corrida de São Silvestre é a tal retrospectiva do ano. A gente vê o quanto o ser humano toma no reto.... Tudo isto embalados pela canção de degradação dos nossos tímpanos com muita ironia: “hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou...” Raios duplos! A surdez fica mais promissora em meio às bombas e fogos e os latidos dos cachorros que estão por vir no dia 31! E a dona Jacira, vizinha, entra o quinto ano, babada,  prometendo que vai parar de fumar...

Todavia, carimbada e rubricada, logo pisamos em janeiro. Oba! Não! Nada é tão ruim que não possa piorar. Além das contas e boletos, começa toda a mídia para o carnaval. A mulata globeleza “no meio desse povo” e as prévias dos sambas-enredos que irão nos levar à loucura na Sapucaí! Uau! As mesmas metáforas e poesias toscas: "Choveu ouro no reino de Nabucodonosor...num carrossel de ilusões..." "E o Rei Robertoooo...?!" Iemanjá: cacareco, carcará"...Carlinhos Brown etc. Grrr.... Tem que ter culhão! No please! Não fala em ovos que me lembro de chocolates e..... Queria ter pego um avião pra Tonga da Mironga  em novembro e só voltar em maio para o dia das mães! Ah! A minha já se foi porra... Então...

Aqui. Se alguém perguntar, diga: “Eu quero ganhar do meu amigo oculto, aquela corda da minha sobrinha...Ok?! Mas agora é sério mesmo!


Parabéns pela sensacional crônica!!!!!!!! em Fim de ano...safe: "1 respostas."
em 21/12/14

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Mulheres: Abortem já!


Bem vindos a 2017!

Dr. Dráuzio Varella é categórico quando o assunto é a interrupção de gestações. "O aborto já é livre no Brasil. É só ter dinheiro para fazer em condições até razoáveis. Todo o resto é falsidade. Todo o resto é hipocrisia."

a foto é irrelevante


Verdade absoluta. Numa sociedade sem educação, - que dirá sexual - e num mundo onde o sexo é supervalorizado, repleto de tentações irresistíveis vendidas no câmbio livre e negro, gerando cada vez mais psicopatas virtuais e sociais, o aborto tem que ser liberado por lei. Eu já fiz um, sim, presumindo que copulei e apoiei a mulher com quem compartilhei a gestão do embrião. Conheço várias pessoas entre familiares e amigos que praticaram. A Clínica Santa Marta em Botafogo no Rio de Janeiro, fatura bem e é tão conhecida quanto o Bicheiro Anísio Abraão. E são casos de filhos de tabelinha da vovó ou “na hora H eu tiro”. Que dirá os pobres que fazem sexo como bichos, sem conscientização ou mulheres que sofrem de abusos e estupros. É legítimo pessoas, mulheres,  decidirem, levando em conta única e exclusivamente seu corpo e mente. Os que ganham a vida com o sexo, prostitutas e michês, opção de vida que só depende do uso do próprio corpo e cujos parceiros também tem a mesma opção, são profissionais dos mais honestos e nada corruptíveis, consagrados pela história, vide Maria Madalena. E eu os saúdo em detrimento dos políticos! Estes sim deveriam ser obrigados a fazer vasectomia e ligadura de trompas. Utopia, seria os países regulamentarem um número limitado de filhos por casal como ocorre na China e penalizar severamente quem não cumprir, com castrações ou abortos. Ou para se ter filhos devem obter solicitação e autorização do governo, que deve analisar se já tem outros preexistentes exigindo renda mínima para manter a gestação e parir, numa relação salário versus despesa versus renda per capta, 
Uma gestante, por um ser que está no seu organismo, onde só elas correm riscos. Não é da conta de ninguém suas hesitações e opções em fazer curetagem, seja por conta de estupro, de má formação do feto (descoberta de anomalias), por falta de condições financeiras ou até mesmo capricho com o corpo. Admito que o serviço público possa sim, arcar com as microcirurgias com motivos prioritários e até três meses de gravidez, tudo bem. E se se provar envolvimento que caracterize uma relação, deve ser mais um direito de escolha da gestante, chamar ou não o "pai" para ajudar com custos e/ou apoio moral, sob pena de ser preso em caso de recusa. O resto é mais conversa fiada das nocivas religiões, hipócritas e moralistas  que se intrometem em tudo além da política. Liberação do jogo, das drogas e tudo mais que está no pacote de quem consome e pratica o ilícito exercendo única e exclusivamente o livre arbítrio que deus supostamente lhes deram. Tanto os segmentos cristãos como espíritas querem incutir que há uma alma num feto. Do momento que não há consenso, pois que não é passível de provas, ao contrário de um exame de ultrassom ou vaginal, não tem valor algum para discussão de temas fundamentais à sociedade. Se um pastor ou médium idiotas (redundância?), disser que uma barata tem alma, seus fiéis irão fazer campanha contra inseticidas? He, he, he... Ou deus despreza as baratas e tem pena de um conjunto de células humanas? Os riscos cirúrgicos são mínimos, menores do que perder um filho de bala perdida e o trauma passa, ao contrário de se perder o filho ou para muitos criarem um de sêmen ejaculado à força ou portador de HIV, ,síndrome de down ou outras doenças genéticas..

E num mundo que está sendo tomado por presidentes conservadores, sociopatas que se lixam para o futuro mais próximo, belígeros; antiecológicos, além de um Brasil no auge da maior decadência, sem a menor esperança, não só vale a pena que os mais bem-nascidos evitem filhos assim como os maus. Mesmo porque, o futuro quando vira presente é cada vez pior e mais perigoso graças ao crescimento malplanejado da população. O número de ricos, da elite dominante continua proporcionalmente o mesmo, mas os de classe média e miseráveis crescem como uma peste... Assim, enquanto nada muda, mesmo na clandestinidade ou com a pílula do dia seguinte, mulheres, principalmente meninas (!!) - Abortem já!

E viva a clandestinidade, propinamento e a putaria brasileira!



terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Condor (poemísero)

Final de 2015


"Com dor nas raízes das azas podadas,
no espírito conotativo e detonativo das palavras. "



Se bem continuo vendo
Ainda não me vendo então
Nem os olhos, nem membros
Do corpo, família ou partidos
                                    Ideológicos, sociais, exceto o coração                (este roubam)

E tem mais opções
De ar-dor e inquieto volver
Mas que percebo, não vou ver
Que isso é definitivo como as leis
Definido e julgado por outras acepções

De partir: quando tiver morrido
De senso: o valor desta dúbia sensatez
Que se todos vão para o mesmo lado ido
À luz de um ser cético e poético
                      Do que vale ter tantos atributos éticos?                      

Ora, deixar legado! - Alguém diz e perco a vez
A tal vez, aquele  pulo do gato mimético! 
Não. Ah sim, a de ver como tu vês...
Um crédulo iludido! Agora dou prefixos! Que Patético!
Ou não...? Quem sabe? Talvez ...

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FIM DO BLOG - DESCANSO EM 2016, EXCETO PÁGINA "ARREMATE". OBRIGADO AMIGOS LEITORES!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Terça-feira branda



chegando uníssono ao friozinho e garoa...

Terça que vem vou pra minha terra. Seguindo a névoa.Vou por compromisso, que nada mais me resta de gleba lá, só isso. Saio daqui com gosto de cobre e é como vou voltar. Resolvi alterar o visual, me disfarçar? Sei lá, talvez seja “a tesourado do desejo, desejo mesmo de mudar” que Alceu fez linda canção, apenas que com o aparelho de barbear. Agora entendo porque sempre quis evitar os amores. É o não saber ser desprezado. Na família, no trabalho, nos rostos encantados... Uma doença a mais, pois que qualquer saída de alguém toma razões desproporcionais. Existem várias saídas, arte e manhas, até dentro do próprio ninho, então que ninguém venha achar que tudo gira em torno de seus mundinhos como eu. Ao menos não os acuso nem julgo, tampouco meus desafetos. Tudo é como se algum abandono esquecido tivesse ocorrido um dia e ficasse assombrando em traumas embaçados. Morais, sensuais, sexuais... Cheguei a pensar em pedir em súplica que satisfaçam meus desejos e fantasias plenamente. Implorar mesmo, lançando o argumento de que se seu pudor e crenças os culparem, basta se confessar ou simplesmente fingir que foi por piedade. Que tal? Somos bons nisto! Falso aquele que diz não cometer estes deslizes vez por outra... Retrocedi. Tentativa de manter um mínimo de orgulho, ah, ha! Tarde demais para saciar, buscar, tarde demais para compreender, esquecer. Estou exausto de tentar entender tudo. Sofrer pela minha dor e a dor alheia do mundo. Quem liga? A depressão cresce em ricos acordes, pobres despertares. Mas à medida que enlouquecemos, somos mais marginalizados por isso. Até quem não tem preconceito contra os fracos, cansa. Irônico... É justamente quando mais precisamos dos outros. Saem de fininho, porque somos complexos demais. Se ofensivos, não há compreensão, saiu do rótulo, do padrão de bom colega, marido ou amante... "Aí, perdeu cara!"


Somos vultos de cambio. Bem cotados ou mal no mercado mercenário das almas devolutas. Os frescos e intrincados caem de cotação. Parabéns aos filhos da puta! Entendi que a homofonia explica parte desta lógica de ser prezado e desprezado. Somos moedas fortes se não formos frágeis. Dão-se muito em troca, com riqueza de espírito e não se desviem! Eis o conselho do perdedor... Já fui prezado quando tinha status, palavras certas nas horas certas, engajado e etcetera. Ainda posso ser e continuo não cobrando por isso. A depressão é o câncer de alma e repito: em certo ponto as pessoas fogem dos terminais. É horrível mesmo ver aquele corpo definhado... Ah! Nesta triste condição, não esteja desejando muito, amando muito, não... Nada nem ninguém, coisas novas, coisa velhas. Cada esperança versus desilusão gera um dó tremendo de si mesmo e isto é muito ridículo, patético. Nota que destoa e enjoa em ânsias de vômito. Quero ir pra algum lugar mas estou com a raiva de Régio e a dor de Cartola...

Na verdade vou na segunda e volto na quarta, mas queria nem ir, nem voltar, desafiar a física quântica e morrer para toda esta joça romântica! O juiz que tento expulsar dentro de mim inutilmente faz tempo, carrasco do meu grilhão, está dizendo: “Volte logo para sua cidade falsa e tente sentir-se não mais presado, menosprezado entre os ratos que pisam sobre sua cabeça no forro e todo o enfado" - nesta homofonia besta, que é coisa típica dos magistrados. - Hipócrita! Pois sabe que nunca, como presado, vou me fazer totalmente desgarrado dos predadores que amo, ou penso que amo, mesmo não sendo mais ou menos amado. Já nem isso eu sei o real valor, a intensidade. Se me sobrou algum orgulho, algo a me apegar que seja maior em mim, este é continuar de braços abertos, coração aberto, mas nem por opção, mais por falta, radical em manter meu senso honesto e sincero e a minha natureza. Afinal, se de mim não espero muito mais, é consolo sempre esperar dos outros, que cada um tem suas ilusões para viver. Se for cético e sou assim, verto em cento e oitenta graus a balança do meu ser sensível e sentimental, (dispensáveis na conjuntura atual),  no mais tolo argumento de que ao menos se os outros se afastam, ainda assim, não devem esquecer totalmente de mim. 

(o que eu sou em essência se é que alguém afim já me conheceu verdadeiramente um dia e talvez já tenha até esquecido)
29/09/2015

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Libertando (tributos)

Que obra prima esta prima de suas obras...!

Música:" Libertango" de Astor Piazzolla, Performance Cantores de Ward Swingle, 2014)

Um gênio com a obra de outro gênio
agora juntos, fora daqui, libertos...

Swingle e Piazzolla...



clique aqui e renda-se a justa homenagem


Se não conhece, conheça. Se já, conheça mais.

Versão original de "Libertango" com A.P




Swingle Singers - 1969


Imortalizou o bandoneón, fê-lo falar e sempre com um sopro
apaixonado, passional, hora com ira e angústia, hora com
 arrependimento e ternura.




com mais um monstro sagrado, outro Argentino Lalo Schifrin


Bônus...fantástico do S.S!


A vida musicada vida musicada vida...



PLAY 


E LEIA NO RITMO
...
Ai, como a vida é bela!
Ai, como a vida cela
Eu já não sinto mais nada
Triste na sua jornada
Já fui um rei!
Nuvens montei

Ai, que vida mirrada
Ai mas quanto encantada!
Muita alegria e brandura
Viço desejo e loucura!

Renunciei...
Quem sou, nem sei...
Nem onde errei ei ei ei...
Não não... Por favor não cobre...não...

Ai, que vida emperrada
Ai, como é longa a estada
Sofro de amores por ela
Desde a primeira estrela
Mas fracassei
Como eu chorei

Ai, tanta dor, triste amor, errei, errei...



Por vontade não eu bem que lutei...
Fui covarde não juro, tentei...

Ai, desbravei cidades!
Sim, terra firme e mares!
Sem perceber que na frente
Sonhos não compravam gente
Foi que entendi... sim
Nunca cresci ...

Hei! Onde anda a criança?
Ai, Ai, meu deus, deus...Hei!
Não sei, não sei, ou sei? Eu sei...?

Pra que toda essa andança?
Sem que haja pujança?
Pra coisas bem intentadas
Puras, fluindo...

Não, eu menti pra mim, me perdi pra mim, 
me perdi de mim...
Mãe, eu quero ir pra aí... pra junto de ti... 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Movimentos feinistas no Brasil



Não, não foi erro de digitação. O que vimos atualmente no Brasil são revoltas de mulheres feias. Movimentos feinistas! Que as belas se dão bem no mercado de trabalho, não sofrem preconceitos dos homens, ao contrário, muitas vezes os dominam e os chamam à responsabilidade, até em casa, colocando-os para fazerem os serviços domésticos. E eles já aceitam isso sem resignação, graça a deus!  Portanto lhes caem bem os atributos de machos, a forca de seus músculos, sua proteção varonil, que isso não serve só para bater em mulheres. Logo, feminismo não é causa de gênero, é luta de classe. Não existe preconceito contra mulher feia, descuidada, existe a máxima de Vinícius para ambos os sexos""Me desculpe, mas beleza é fundamental".  Mas também é relativa. Problemas de tireoide são casos particulares, se não, obesidade é caso de saúde púbica. E estas, se são inteligentes, sabem se fazer belas neste cruel padrão de beleza imposto pela sociedade, eu disse sociedade! Além de uma estúpida competitividade entre si, sentem muita inveja umas da outras, de um vestido, um namorado, uma promoção no trabalho. Haja paciência com o recalque agressivo delas. Se juntar para discutir suas condições é legítimo e eficaz como qualquer grupo de autoajuda. Mas reivindicações de cartilhas e leis para aplicar revanchismo dos tempos em que todo tipo de mulher era subjugada pelo machismo, é usar de artifício baixo em causa própria, fins individuais. Reclamem com seus pais que as mimaram e permitiram que se entupissem de doces na adolescência cacete!

Vocês estão conseguindo acabar com coisas belas que permeia no cenário machista secular. Mas eu, particularmente, continuarei a dar vez às mulheres de qualquer idade e estética na entrada ou acento do ônibus, do elevador, das filas no cinema, do lado direito da calçada, mesmo não recebendo mais a retribuição de um simples "obrigada", se não uma negação ou cara feia para minha cortês educação hoje ridícula, ofensiva ou supostamente tida como um galanteio. Inclusive isso, se der vontade, com elegância e sempre acompanhando o mais próximo da minha faixa etária, faço o quento quiser!  O que vocês fazem com este tal de assédio moral é grotesco. Algo muito abstrato com via de mão dupla. Vale lembrar também que ser humano e mau caráter, existe nos três sexos, ok? Existem homens de bem também. Pensão alimentícia leva muito deles, desempregados, para a cadeia. São as despeitadas, pior defeito que uma mulher pode ter, uso dos atributos das suas vantagens de sexo, que sequer poupam os filhos apenas porque ainda amam o homem que pediu o divórcio. E não sossegam enquanto não acabar com o cara. Quanto aquele machismo terrível dos homens que considerados o máximo se comem várias mulheres e elas vadias se derem à vontade ou uma pulada de cerca no casamento, informo: Recentes pesquisas revelam que as mulheres hoje estão traindo cada vez mais, já estão  em 40 por cento. Isto revela não apenas a falência do modelo tradicional de casamento e família - somado ao  punhado ínfimo de casamentos que sobrevivem ao "até que a morte os separe", como uma reação natural e legitima das mulheres na questão deste tabu que também se pode atribuir ao conceito de "traição". Algo que tem que ser mais discutido para acabar com a hipocrisia que ronda as relações interpessoais. E tem as porras das cotas, ok! A sociedade tem uma divida histórica contra os excluídos, mas antes de reivindicar a exclusão do gênero, raça, sexo, condição psico-motora, reivindiquem a igualde social, pois que tem negro, mulher, cadeirante e homossexual que sequer tem comida e esgoto! Daí que os movimentos ganham um caráter um tanto elitista, não?

Sim, o sistema dita cruelmente os padrões de beleza, a medicina estética ainda não produz milagres, mas parem de pedir leis para homens rudes que fazem fiu-fiu para as mulheres e outros “cata pulgas”, que nada é para vocês, mas para as mulheres, quer dizer, as belas, charmosas, interessantes, ternas, inteligentes ou fora do padrão, mas bem resolvidas, com valores maiores do que um ódio que só inaugura um novo preconceito contrário. Achem um armário para depois saírem, que agora isso é natural, isto sim é conquista. E sabidamente uma rota de fuga para as mulheres feias, já que no que se refere à penetração não lhes cabem ônus. Afinal, vivemos a era do que vale é ter prazer, não importando como nem com quem ou o que, lastimavelmente. Preconceito não tem gênero, é da sociedade e esta não tem sexo. Larguem do pé dos homens que também sempre foram vitimas de seu machismo e são até hoje. Muitos se suicidam ou se atormentam por não conseguirem prover o lar; por serem virgens depois dos dezoito; por broxarem pela mesma razão de cinquenta por cento das mulheres que não conseguem gozar, se despir de luz acesa, etc. Isso quando não são os vulneráveis que entregam fortunas ou destroem suas famílias por causa das vaginas de mulheres vis, que a sociedade tem como inteligentes, enquanto execra as putas assumidas. Mulheres belas ou feias, desde que tenham caráter, formação ou do lar, tanto faz,  lutam por igualdade e reivindicam direitos pontuais contundentes contra a violência doméstica e o estupro - e com o apoio da maioria dos homens! - E direitos amplos, cujos apelos são contra os modelos sociais, vale repetir. Grandes mulheres hoje suam para competir com cargos e isonomia salarial com os homens e aos poucos vencem. É crescente o número de mulheres chefes da família com ou sem a presença de parceiro.. São lutas individuais para o seu bem e de suas famílias, que na soma vão mudando o cenário. Atitude, esta é a palavra que a modernidade as permitem ter,  graças às feministas sérias do passado. Então, lutem pelas burcas apedrejadas! No mais, ainda vemos muitas mulheres que buscam um milionário por interesse financeiro( prostitutas? Ó não!) e fêmeas  machistas, das ingênuas até aquelas bem espertas que na hora de pagar o jantar ou o motel, não abrem a bolsa para dividir as despesas, ao contrário, querem que os sejam os machos quando lhes convém. Nestes tempos de modernidade, quando até causas nobres viram modismo, não cabe mais o pudico. Aproveitem a onda, se tá faltando homem, não os culpem ou castiguem, comprem um vibrador!

domingo, 28 de junho de 2015

Arco-iris preto e branco


Ah! Maus tempos de tantos conservadores e liberais de ocasião...



Sou contra o uso do termo “casamento” para a conquista de direitos civis dos homossexuais. Sou a favor da “união estável” entre duas pessoas de qualquer sexo. Conheci duas pessoas do mesmo sexo que viveram juntas por quase cinquenta anos. Hoje, quase vinte anos depois de elas terem partido (aliás, dois seres especiais de muita luz), vem questionamentos de pessoas do círculo, tipo: “Eu acho que eram homossexuais! "Sim, pode bem ser verdade. Mas também pode ser que em determinada época contratassem profissionais do sexo oposto para suas necessidades sexuais.  Porque tanto nos interessa as opções sexuais dos outros? A mim nada. Só não gosto dos afetados. Tanto uma roda de amigos machões que ficam contando seus méritos de grandes comedores ou cantando publica e indiscretamente meninas ou mulheres, quanto grupos de homossexuais que fazem paradas e movimentos chamativos, fazendo cada qual, de sua opção sexual, uma vitrine. Não acho que isso motiva a causa, mas sim a nova postura de assumir sua condição de ser. Outra coisa que vejo é hipocrisia sendo combatida com hipocrisia. Outro dia vi a TV Globo no seu padrão hipocritamente correto, o Pedro Bial perguntando ao brilhante Drauso Varela se não sei o que acontecia com os "heterossexuais e homo afetivos também." Porra! Porque? Gau não faz sexo? Soa promíscuo? E héteros não sentem afeto, só tesão?  Que cuidados são esses? Que discriminação é esta cacete? Isso contagiou artistas e celebridades, abrindo debates e gerando mídia. Acho realmente uma causa bem diferente das políticas sobre direitos essenciais de dignidade abrangentes ao povo sem raça, credo e opções sexuais, pois que trata da fome, da subtração de direitos já arduamente adquiridos. Protestos pontuais, sim, em repúdio a crimes bárbaros de intolerância. As alegorias e o bojo, foda-se! Me preocupa mais a luta entre o Sudão do Sul e do Norte, os onde os lideres ficam bombardeando civis e matando adultos e crianças em nome de civismo ético entre negros. O mesmo que religião. caso igual ou mais grave que o problema da Síria, mas como só afeta a eles, não dão mídia e nos lixamos.


Um problema grave no mundo é a supervalorização que o ser humano faz do sexo. Da vulgarização do erotismo. (me incluo nisso) Ok. Então deve-se tirar a sexualidade como desejo das discussões sobre direitos civis de gênero. Mas para todos, não?! Isto afastaria muitos preconceituosos sim. Levantemos as mãos aos céus que o número de liberais hoje ainda seja bem maior do que os conservadores, embora estes ainda predominem no poder. Mas a votação americana do casamento gay é certamente mais uma rendição do que uma convicção de seus congressistas. Estes, principalmente dos EUA, que junto do presidente são quem podem mobilizar os países ricos e salvar a miséria do mundo, isto mesmo. Os tolos que ufanam um ganho de causa importante como este além das medidas, caem numa armadilha de marketing, porque não fariam se fosse votado na Rússia ou na Arábia Saudita. Junto dos imbecis conservadores e preconceituosos, não fazem nada por ninguém e continuam rindo das piadas de pretos e bichinhas.  Não depositam um tostão em qualquer conta corrente para ONGS contra miséria de seres humanos e animais, se estão de um lado ou de outro. Fácil é ficar sentado frente a um dispositivo digital, emitindo em confortáveis assentos no mundinho azul, sobre a sorte dos denegridos. Enquanto isso, putas, viados, negros e miseráveis continuam morrendo a esmo por intolerância, maus tratos e toda a violência decorrente. Eu celebraria numa febre junto a quase 30 milhões de pessoas como estas, se fosse votado a prisão perpétua para quem mata covardemente um negro ou travesti e pena de morte se for um religioso fundamentalista. Portanto, se um dia houver este avanço, no que diz respeito a celebração, mais nobre que a ida do homem à lua, já terão esgotado o tema, queimando o estoque de fogos por uma luta antes de vencer batalhas mais duras para se acabar com esta longa absurda guerra de supostas diferenças.  


terça-feira, 23 de junho de 2015

Expectativas


É muito difícil tentar mostrar a alguém quais as nossas expectativas na vida se as pessoas inevitavelmente querem que nossas respostas correspondam a um padrão de expectativas que elas criam e veem como melhor ou mais corretas para a gente.

Além disso, muitas vezes nem nós sabemos bem quais as nossas próprias expectativas, não? Causamos preocupações às pessoas queridas quando estamos para baixo e explicar isso, muitas vezes passa pelo entendimento de como nós realmente somos. Creio que convivemos intimamente com as pessoas e achamos que as conhecemos muito. Mas não, conhecemos apenas bem. Mesmo não crendo em astrologia, chego ao ponto de admitir e até aconselhar que algumas pessoas que querem entender as outras, deem uma olhada nos seus signos do zodíaco,... Já é um bom começo... No meu caso em particular, não peço, mas sabe-se que escrevo num blog e estou muito despido nele. Mas se nossa atividade, que fazemos com amor, não encontra interesse sequer da maioria da família, acho paradoxal que eu tenha que reverter em palavras uma miríade de sentimentos provenientes de uma meia idade de vida absolutamente fracassada para fazer com que entendam minhas idiossincrasias, que parecem feias e preguiçosas. Um dos problemas principais são as frustrações, que cada um leva as suas, verdade... Imagine ser um escritor amador e ter elogios de estranhos e não ter quase nenhuma opinião contundente, positiva ou negativa sobre sua atividade, das pessoas que te cercam intimamente? Talvez seja um lado que teme não conhecer, por medo de se decepcionar muito, provavelmente sem sequer saber interpretar. Mas querem te entender, porque querem te ajudar e se ajudar. Esta é a natureza das duas partes, egocêntricas por fragilidade. Muita iniquidade. Mas porque rogamos tanto aprovação de pessoas chegadas? Que ledo engano.

Na verdade, embora seja um mero mortal, entendo alguns magníficos mortais que não tiveram a alma lida ou interpretada por outros sentidos, senão que depois de mortos, vivendo uma vida torta ou reclusa. Depois da morte uma pessoa é alvo de interesses, nem que de mera curiosidade, que seja. Isso se dá pela tentativa de explicar o inexplicável que é a própria morte. E a culpa que entra como elemento sacana a habitar os amados que ficaram. Já cansei de falar disso. Quanta tolice é sentir que faltou, que não zelou por que podia ter feito isso ou aquilo.

Sim, em alguns casos podíamos. Mas só se sabe disso depois que acontece. Se revelado antes, é coisa delicada ou meramente ininteligível. Se eu posso ajudar um amigo que vive em penúria, melhor que o faça. Mas tendo a achar que ele tem condições e a obrigação de se virar sozinho. Se ele adoece e morre por sua condição, aí estes valores morais me fazem cair na real para mudar de opinião. Mas é tarde demais. Vem à dor e a falsa culpa a tiracolo.

Explicar a alguém que o que se sente é uma enorme vontade de morrer, por exemplo, pode provocar males aos outros, que podem clonar nossa depressão ou até mesmo querer se antecipar a nós. E inversamente há quem desdenhe pense que estamos blefando. Já se disser que vai largar tudo para exercer uma vida de liberdade, com o egoísmo de não sustentar mais o lar, outro exemplo, vai ser passível de censura o resto da vida ou vão querer te levar para tratamento e te entorpecer. Aí você volta à rotina de casa versus trabalho robotizando-se e rindo um pouquinho mais. Você se sentirá e será uma pessoa apenas “legal”. Mas se fosse possível realizar uma abstração, dizendo que há duas opções: Largar o trabalho e chutar tudo para o alto,  ou morrer, certamente todos prefeririam a primeira opção sem cobrar nada. O medo entra em ação. Isso é chantagem, coação coercitiva, não é coisa de pessoas sensatas, o inverso irônico de mim . Por isso, é insolúvel esta vida onde temos que nos explicar, corresponder e sobreviver felizes, porque não nascemos para sermos eremitas e ficamos desamparados e solitários envolto ou não por gente.. Satisfação no sentido de manter informado é na verdade uma gentileza sim, no mínimo. Viver é conviver, isso é fundamental, mas a perda da liberdade é inerente. Apesar de não encontrar nenhuma motivação nas circunstancias de uma ocasião, a pessoa tem que acreditar, ser otimista e ainda haverá quem reze por ela! Tem que ser social e familiarmente correto, apenas para existir e estar presente para todos, até para quem já se cansou de você. E ainda viver o irônico risco de você sim, ver as pessoas que ama partindo para suas boas aventuras ou até mesmo para a morte a qualquer instante. Que coisa, não?! Benditos seja o infarto fulminante.


Queira me perdoar, mas vou copiar este texto na integra para aproveitamento futuro, achei muito importante, profundo mesmo, PARABENS pelo texto. em Expectativas

terça-feira, 16 de junho de 2015

Quem procura acha


(Procura, é o início da cura, o que acha?)


Quem procura achar, acha o achar que acha

Quem procura achar que acha, busca

Quem procura busca, acha desafio

Quem procura desafio, acha dilema

Quem procura dilema, acha conhecimento

Quem procura conhecimento, acha teoria


Quem procura teoria, acha prova

Quem procura prova, acha oposição

Quem procura oposição, acha problema

Quem procura problema, acha solução

Que procura solução, acha criatividade

Quem procura criatividade, acha arte

Quem procura arte, acha crítica

Quem procura critica, acha debate

Quem procura debate, acha palavras

Quem procura palavras, acha interpretação

Quem procura interpretação, acha abstração

Quem procura abstração, acha hesitação

Quem procura hesitação, acha renúncias

Quem procura renúncias, acha doença

Quem procura doença, acha dor

Quem procura dor, acha sofrimento

Quem procura sofrimento, acha crença

Quem procura crença, acha divindade

Quem procura divindade, acha paixão

Quem procura paixão, acha luxúria

Quem procura luxúria, acha prazer

Quem procura prazer, acha vício

Quem procura vício, acha ambição

Quem procura ambição, acha apego

Quem procura apego, acha posse

Quem procura posse, acha ciúme

Quem procura ciúme, acha ira

Quem procura ira, acha violência 

Quem procura violência, acha medo

Quem procura medo, acha fuga

Quem procura fuga, acha doutrina

Quem procura doutrina, acha sacrifício

Quem procura sacrifício, acha ilusão

Quem procura ilusão, acha saudade

Quem procura saudade, acha passado

Quem procura passado, acha tempo

Quem procura tempo, acha futuro

Quem procura futuro, acha experiência

Quem procura experiência, acha sabedoria

Quem procura sabedoria, acha ignorância

Quem procura ignorância, acha salvação

Quem procura salvação, acha enganação

Quem procura enganação, acha mentira

Quem procura mentira, acha falsidade

Quem procura falsidade, acha inimizade

Quem procura inimizade, acha solidão

Quem procura solidão, acha tristeza

Quem procura tristeza, acha impotência

Quem procura impotência, acha derrota

Quem procura derrota, acha fracasso

Quem procura fracasso, acha piedade

Quem procura piedade, acha humilhação

Quem procura humilhação, acha desgraça

Quem procura desgraça, acha fatalidade

Quem procura fatalidade, acha morte

Quem procura morte, acha fim

Quem procura fim, acha nada

Quem procura nada, acha o vácuo

Quem procura o vácuo, acha o côncavo

Quem procura o côncavo, acha o convexo

Quem procura o convexo, acha o principio 

Quem procura o princípio, acha o verbo

Quem procura o verbo, acha verdade

Quem procura verdade, acha virtude

Quem procura virtude, acha o bem

Quem procura o bem, acha o mal

Quem procura o mal, acha o dual

Quem procura o dual, acha conflito

Quem procura conflito, acha mente

Quem procura mente, acha alma

Que procura alma, acha eternidade

Quem procura eternidade, acha infinito

Quem procura infinito, acha espaço

Quem procura espaço, acha matéria

Quem procura matéria, acha corpo

Quem procura corpo, acha sentidos

Quem procura sentidos, acha sensação

Quem procura sensação, acha paz

Quem procura paz, acha simplicidade

Quem procura simplicidade, acha equilíbrio

Quem procura equilíbrio, acha humildade

Quem procura humildade, acha tolerância

Quem procura tolerância, acha o não procurar

Quem acha o não procurar, acha revelação

Quem acha revelação, acha o compartilhar

Quem acha o compartilhar, acha altruísmo

Quem acha altruísmo, acha o próximo

Quem acha o próximo, acha comunhão

Que acha comunhão, acha amor

Quem acha amor, acha o não mais ter que achar

Quem não mais acha, nem procura, é

Quem é, apenas existe, vive a ser

Quem não é, deixa de apenas ser

Quem deixa simplesmente ex que ser, acha ego

Quem acha ego, procura achar que acha

e...

Quem procura, acha
(assim o ditado se diz...)
e

Quem quiser que peça bis!
(volte lá em cima, que loucura... )


(Se acha que procura é pró, cura!)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Mini tratadadito sobre a solidão



"A solidão não se cura com romances, pessoas, coisas ou crenças, porque ela é remédio e não doença. Basta ter a coragem de promover a paz entre o si e o consigo, num e noutro sentido, que juntos, bem resolvidos, aprenderão sobre o perdão, sobre prioridades e o valor qualitativo das coisas como realmente são. Além de se bastar, pode-se dar ao luxo e o magnífico deleite de escolher parceiros com mais facilidade nesta bela aventura em todas as idades. Que a solidão quando solidária, parece ser o início deste intrigante ingrediente que  clamamos e reclamamos tanto, chamado de liberdade, o atalho para a felicidade"



Yes! A solidão é como o colesterol. Tem o bom colesterol e o mau colesterol. Há também a boa solidão e a má solidão. O bom colesterol ajuda, mas não elimina o colesterol ruim. E ambos podem matar, o colesterol e a solidão, ah, ah!

A boa solidão é esta, a de estar aqui escrevendo, dentro de um mundo que é só meu. Onde eu me enfrento, me quito, sofro, brigo com meu ego, choramos e rimos. E as pessoas que amo podem ou não estarem por perto.

A solidão ruim é não ter pessoas em volta, onde esta volta pode ser a poucos metros ou milhas de quilômetros de distancia, já que têm pessoas que vivem bem morando sozinhas. Mas eremita é uma enganação. A meu ver é a pessoa que consegue ser infeliz sem ter nenhum problema. Mas tem os pequenos ermitões do cotidiano das cidades. Não há necessidade de ir às montanhas do Tibete para exemplificar. 

Outro engano é acharmos que a solidão se refere só a seres humanos na sua completude. Existe a solidão dos sentidos, dos sentimentos reprimidos, porém que, de fato, estão relacionados à inerente necessidade do ser humano de conviver. Está bem, estamos falando de ego. Talvez quem tenha transcendido a isso ou grandes gênios que lidam com a física,  ciência, além de alguns artistas também, podem ou prefiram o isolamento. Mas não é meu caso e acho que do leitor dessa joça. Somos cidadãos comuns.

A má solidão é filha da puta. Ela é sorrateira e faz a razão de ser e de existirem tantos recursos compulsivos e impensados para baixar a taxa de angústia. Quem se dá bem com isso são muitos animais domésticos, que bom. Mas álcool, drogas e bens de consumo entram quadrados, logo, a solidão se estreita com as frustrações ou o tédio da rotina onde venho perdendo amigos para a cirrose (eles estão morrendo na casa dos cinquenta anos). Não bebuns de sarjeta, mas aqueles disciplinados que saem do trabalho, bebem quatro a cinco tragos e vão para casa. Tendemos a jogar nossas expectativas de alegria nos filhos e, se estamos solteiros, buscar companhias sem muito critério de escolha. Vale mais o sexo que um bom papo. E aí entra o ditado popular: “melhor só do que mal acompanhado”. Mas isso é mais da boca para fora. Pura mentira. Queremos companhia, e inclui-se aí um mestre espiritual, um pastor, um mártir, uma doutrina. O que puder nos fazer fugirmos de nós mesmos, melhor. Ou da nossa incapacidade manter relaçoes. Ser um compulsivo leitor de livros ou viciado em seriados não passa de engodo intelectual. Usufruir de tanto saber sem ter com quem dividir. E pro cacete que o mundo azul virtual é suficiente! Não, não é um meio, pois que apenas mais um fim, um engodo tentando substituir as coisas boas que existem nos contato de pele, olhares e corpos ao som de muitas vozes.

Meu último exame de sangue acusou que o bom e o mau colesterol estão altos. Acho que uma das causas é a somatização dos níveis de solidão que estão muito similares, segundo denuncia igualmente o meu exame de consciência. Afinal, não estou obeso e nem como porcarias em excesso. Mas estou carente em alguns "sentidos", fora de meu habitat, de meu meio predileto e muito distante da família no  que concerne conceitos, objetivos e providencias a serem tomadas. "É um andar solitário por entre as gentes". Difícil saber o que é mais perigoso, se um pequeno troço sólido na veia, ou solidão (também como aumentativo, sim!) na alma! "Sem saída, acho mais fácil morrer de um problema de saúde causado por desmotivação, do que por algum mal provocado pelo excesso de gordura. Que o cigarro será mero coadjuvante em ambas as opções, mas é como o diabo,  pode ser do mal, mas preza pelo prazer...ha, ha, ha...

Por fim, se alguém anda meio assim, digamos, "agulha no palheiro", sugiro: Procure um clinico geral e um amparo espiritual. Se eu confiasse neles, faria igual! Porque no fim é isso mesmo, em qualquer caso é o coração quem paga...Bem...Dia menos dia, é quem mata mesmo, até os saudáveis de corpo e alma, não? Hummm


Passaredo


Conserto n.2 para Pi raio de anos


remasterizado

 Como dizia... "um dos assuntos mais delicados de uma pessoa é  falar sobre seu dinheiro e passado"


play


É o menino quem está cuidando de mim? Aquele que sempre saía com olhares tristes nalgumas fotografias? Uma angústia esquisita, nem imaginava o que era aquilo que sentia. É ele, incrivelmente, que toma a nossa gestão agora? Isto é grave, é melancolia...

Seja a aurora da nossa vida, seus tormentos ou um híbrido de momentos... Hum... Engraçado, as confissões nos bate papos sobre os velhos tempos sempre trazem aquele arremate com uma bufada e alguma interjeição que sai do canto da boca, tipo "Ah...!" Enquanto os olhos vagueiam para o lado direito do teto, esquina das sancas, onde parece que ficam as saudades no inconsciente da cabeça em devaneios, lembranças. Completamos: "Bons tempos..." Denunciamos que os dias atuais nunca são bons como aqueles dantes. E curioso, podemos daqui a dez anos, estarmos exaltando este momento, contraditórios são os dias antes! Tão interessante é a frase de Millor " O futuro chega a medida que o tempo passa", é um óbvio não implacável, onde hesitamos e rimos, mas coçando a cabeça...he, he, he... Para mim o futuro sempre foi o pior dos tempos. Quando for passado, aí será melhor. É o crescimento populacional que desgraça a modernidade desde a primeira guerra mundial e a revolução industrial.

Restam saldos, a mais ou a dever na conta inexata do livro de notas guardado na gaveta da memória infernal. A parte exclusiva das saudades, da psique, sua crueldade, das coisas deliciosas, fatos deleitantes e das coisas mal vividas, não vividas. Velhos sonhos se transfiguraram no banal.  Nos que têm de tudo ou quase nada, tanto faz, sempre há falta de alguma coisa que ficou para trás. Está impressa lá longe, gravada nos planos efusivos da moça, do jovem rapaz. O tempo é uma decepção individual. Dói ficar tocando nisso. O que fomos e o que somos. Uns sublimam, outros enfrentam o suplício. Todos lacrimejam um pouquinho no fim ou no princípio, nem que engulam as lágrimas por acabhamento. É sério, quer saber...

Eu entendi, mas não gosto da minha existência como ela é, das coisas como elas são. Excluo o mundo com sua natureza e os sentidos do homem quando manifestos em arte, amor e solidariedade. Admito que o problema é meu. Dirá um iluminado que não entendo nada então. Hesito por achar que cada um sabe da sua luminosidade, cada qual com seu mapa de luz e rider de som nas palmas das mãos. Apenas que a minha é uma fracassada superprodução.

Mas estou aqui, junto a alguns outros oficialmente vivos, uns parentes e outros amigos. O vazio existe com ou sem eles. Nos perdemos e procuramo-nos uns aos outros, nos achando aos pouco, umas vezes mais, outras menos, o que restou de nós. Porém é dicil achá-los se cegos de alma. As saudades me são duras, contudo, as preservo. Exatamente isso. Eu não mato saudades de nada nem de ninguém. Eu lhes dou vida, as ressuscito, isso sim. Abraço-as e embebedamo-nos de formol. Tomo a nostalgia como comprimido efervescente, overdoses, um a um, sem prescrição, a qualquer hora, coisa normal. Curto até a reação química e seu chiado no copo de geleia depois do almoço ou em jejum. Purgante que tento fazer epopeia. E esta elegia parece que vira mesmo meio que uma onomatopeia. 

Têm efeitos colaterais, o coração trabalha demais e aí pode se unir a um efeito colesterol. Tem até ridiculosidade entre os que se dizem normais. Mas me contento de ao menos ter me diagnosticado e não fugir vivendo a trancar fantasmas que, escorregadios, dão uma dor de cabeça danada, digo, para prender em meio às cortinas defumadas nas gaiolas da cachola. Eu os trago, como verbo e cigarro, ao meu convívio, curtimos baratos incríveis ao som de velhas canções. A música é o maior condutor de saudades. E as canções com suas cifras e melodias, belas orações a evocar entidades, mó de pessoas à procura de idem...

Lembranças. Elas são meus vídeos de aniversário, casamento, ensaios sensuais e quixotescos, água com açúcar que me permito assistir no meu canto sozinho como um cata vento, dependendo do contexto. Declaro mais lágrimas sutis de canto de olho, travando o nó na garganta sobre as lembranças do que se foi de forma furtiva e um pouquinho patética, claro. Deste jeito vou mantendo minha permanência, como as minhas películas prediletas em preto e branco. Pelo menos com estética, como o Carlitos, o Kapra  e etecetera. Reminiscencias... Entro na minha máquina do tempo para saldar coisas mortas quesem dúvida vem como zumbis. Vivo dos dias idos, a soma de todas as minhas idades, em busca da minha essência. Tento decorar tudo, seja de ornamento, seja de ouvido. Tiro uma cartola de mágico - no faz de conta de que sou feliz - e deixo sair mais que lembranças antigas, pois que um passaredo de memórias livres, alegres e tristes como as cantigas; que eu sou mesmo um ilusionista que truca o que desaprendeu e faz voar esses passaros enjaulados. Assim vou juntando cacos em pequenas doses de masoquismo, tentando sair da gaiola farpada e apertada, meu abismo, dissimulando encontros, ao menos sem cinismos. 

 Os espíritos vão baixando em mim e o meu para eles, almas que jamais acreditavam verem-se novamente. Nada diferente damediunidade oficial, mero transe. Up e dowloads, de velhos tempos de convívio que dão boas Odes. Declamados de amor... Apenas que muitos estão neste plano e me provam sua existência, entrementes. Muitas vezes prefiro minha mãe, seu calor, mas ela nunca está na rede dos espíritos conectada para para mim, para afagar minhas manhas no vácuo do espaço-tempo de terceiras emoções. Não sou médium pois, não acredito nisto. Mas a minha velha paixão sim, embora nossos corpos não possa nos fazer quitar nunca qualquer coisa com a mesma beleza e vivacidade, é verdade. Sim, relembrar, reencontrar e reviver não quita nada, faz apenas um acordo entre as partes. Mas como pode ser tão bom!

Faço de tudo para cada cotidiano ser melhor. Nada do que digo tem a ver com acomodação, pessimismo ou sela meu destino, não tenho este dom. Só quando menino... No fundo, apenas brinco um pouquinho em meio à dor, tipo um passa tempo quântico, estendendo os recreios memoráveis dos anos da escola, do rapaz tolo e  romântico que amava e jogava bola.

Que cada um leva em si suas estranhices. As minhas, visto fantasias. Sou mesmo um antiquário de memórias e saudades, mas que ao menos tenta hoje ser alguém de mais coragem, mesmo que com certo constrangimento para algumas pessoas. Convivas assustados por minha inevitável exposição nos melhores ou piores momentos.  Isto é uma tentativa de manter a honestidade.  O moleque e o rapaz habitam juntos o homem maduro. No fundo, sem vida, sem o suave abano do leque. Me vejo simplesmente como um ser perdido que tenta buscar belas estrelas num consciente obscuro de um céu invisível. Busco velhos queridos, mas no fundo,  também me procuro.

Portanto, eu não passo de um operário de mim mesmo, infértil e vazio. Acho que sou só mais um homem de meia idade com uma solidão inexplicável, embora sempre no cio, vivendo das sobras de felicidade.(crise da idade?)

Melhor colocar o menino para dormir, dormir a eternidade. Porque tentar me curar não é a sua responsabilidade. Fez a sua parte e muito bem feita. Ele não tem culpa se o meu ego se tornou imundo sem nunca ter feito, de fato, par e paz com este lindo e sublime mundo.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Você!



4 Anos de Claque...


mais de 40.000 acessos


" Quem é você?
Adivinha, se gosta de mim!"


Mesmo divulgando muito menos o blog, verifico que mantenho uma média de 1000 cliques mês. Sei que cliques não representam leitores, são na maioria buscadores do Google que entram, veem que não é isso que procuram e saem. Por conta do blogger ser uma péssima plataforma para fazer comentários, acabo no final sem saber quem são as poucas pessoas que leem Claque com frequência. Pelas estatísticas acabo percebendo que há aqueles 5 a 10 por cento de cliques permanentes, além de saber com certeza que duas a três pessoas (entre família e amigos) são fiéis que leram tudo ou quase, não sei se até hoje, mas ok.

Gostaria de solicitar que VOCÊ, - desde os que me leem um mínimo até mais um pouco,-  me dê um feedback!  Mande um e-mail,(endereço acima acene no facebook / Google) diga seu nome, o que faz, de sua opinião sobre este blog, critique se for o caso, enfim, interaja comigo se puder ou quiser. Seria muito legal te ter com identidade, ainda que virtual, nem que só por uma vez.

Obrigado Pelo Prestígio!!!

Abraço

SEE YOU!


Tentei ...adicionar no meu face.pelo email mas não conseguir....mas leio sempre e sempre O que escreve...gosto muito em Você!